domingo, 5 de setembro de 2010

Traz-me de novo sonhos pintados no céu

[Fiquei a imaginar uma nova Alice num país em que nada é maravilhoso:

Era um vidro quebrado no meio do chão,pois a Alice passou para o outro lado do espelho e não voltou. Temos pena Alice. O ratinho saltitão encontrou o seu caminho até á ratoeira,por entre pedaços de queijo francês. Estava bolorento,o queijo. E o ratinho morreu,porque é sempre o rato a morrer nestas histórias. O Pequeno príncipe deu um beijinho á princesa e foram os dois caçar rãs e o cavalo branco,regalia de todos os príncipes,seguiu-os devagar,olhos fechados para não ver o caminho. E o gato sorriu. E em nenhum momento, antevejo bem o final desta história. Visiono como aquele quadro pintado pelo homem louco. E todos sorriem,no quadro. Todos pintam e todos sorriem. Menos o homem louco. O homem louco segura o pincel e não sorriu.Pinta traços furiosos na brancura colorida da peça. E não sorri. Os lábios murmuram um nome que não existe já.E o pincel abranda.Pega na tela e atira-a ao fogo. O homem louco sai de casa e senta-se debaixo de uma macieira. Pega numa maçã e dá uma dentada. E fecha os olhos. E sorri]

"Já temos muita gente a dizer como são as coisas,agora fazia falta alguém que dissesse como elas podiam ser" Robert Orben

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